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COMO LIDAR COM A BIPOLARIDADE
 

Os Transtornos de Humor tem uma forte influência biológica. Mas os bons resultados ocorrem da união do tratamento farmacológico e a psicoterapia.

O tratamento do transtorno de humor bipolar pode envolver abordagens em vários níveis:

Psicoeducação: auxilia o paciente a entender o transtorno, suas características, a aprender a identificar quando o humor está se alterando e entender as necessidades, vantagens e desvantagens do tratamento.
Também é importante entender a reatividade do humor. Isto porque em uma fase depressiva a ênfase e o esforço devem ser em começar a fazer algo para sair, passear, telefonar para alguém ou o que for, pois logo o humor começa a reagir e o astral melhora.

Psicoterapia: em geral busca identificar padrões de pensamentos disfuncionais, encontrando o meio termo para controlar a impulsividade e apontando formas mais adaptativas de se relacionar e conscientizar sobre as razões e significados de alguns comportamentos, pensamentos e sentimentos. Do ponto de vista das relações pessoais, atenua o modo exagerado e agressivo de criticar os outros, diminuindo a sensação de “amor e ódio”eventualmente gerada.


Farmacoterapia: os remédios são aliados importantes no tratamento e na prevenção do episódios de depressão e mania, sendo os estabilizadores de humor os mais utilizados. Eles também tratam os sintomas de ansiedade, irritabilidade e impulsividade, ajudando no restabelecimento do bem-estar geral e regularidade da vida do paciente. Não causam dependência, mas só funcionam quando estão sendo tomados.

Abordagem familiar: é importante que a família conheça as implicações e os cuidados exigidos pelos transtornos de humor.


Como lidar com as armadilhas do Pensamento.
Muitas pessoas do espectro bipolar expressam fortemente o jeito de pensar do tipo 8 ou 80, ou seja, de extremos. Este temperamento intenso faz com que tendam a amplificar as emoções e sentimentos. Isto os leva a aproveitar os momentos bons de maneira intensa e vibrante e as situações desagradáveis são experimentadas como uma verdadeira tragédia.
É sabido que o humor e as emoções influenciam a razão e o pensamento. Não são os fatos em si que fazem o nosso comportamento, mas a maneira como pensamos e sentimos é que o norteará.
Assim, ao identificar as armadilhas e distorções do pensamento temos a chance de remodelá-lo, o que nos faz sentir melhor. Outro princípio indica que , para serem considerados saudáveis, os pensamentos devem preencher dois critérios: validade e utilidade.
Validade é o pensamento mais próximo possível da verdade e da realidade, que geralmente são distorcidas na avaliação da quantidade e freqüência.
As distorções mais comuns, e que na Terapia Cognitiva Comportamental se aprende a identificar, são:
Pensamento tudo ou nada(8 ou 80): quando algo não foi 100% bem, em vez de 95% ou 75% bem, é percebido com péssimo, uma falha total.
Para corrigi-la deve-se dimensionar e relativizar a situação. Em vez de pensar que só existem duas categorias extremas, como ótimo/péssimo, lindo horroroso, certo/errado. Deve-se aprender que categorias e dimensões são diferentes.

Generalização exagerada: o erro aqui é a dimensão do tempo. Um único evento ou ocasional é concebido como uma regra fatídica.

Desvalorização do positivo / valorização do negativo: pensar que experiências ou resultados positivos não contam ou porque algum detalhe não funcionou, ou porque não fez mais que a obrigação. Em relação a auto imagem, o que é de valor não conta, só os defeitos.

Conclusões precipitadas: tira conclusões antes de ter elementos ou evidências suficientes. Prevê-se o que vai acontecer e geralmente com um desfecho desfavorável para si mesmo.



Estratégias para corrigir as armadilhas

A Terapia Cognitiva Comportamental usará estratégias para identificar os pensamentos automáticos, fazer os julgamentos e ponderações necessárias para se chegar as conclusões reais livres das armadilhas e das distorções dos pensamentos estabilizando assim o humor.
Kelliny Dório


10/11/2015

 

 
     
     
 


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