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FOBIA SOCIAL
 

A fobia social é considerada um dos transtornos mentais mais prevalentes na população geral, considerada como uma ansiedade intensa em situações sociais e de desempenho, que leva ao sofrimento e perdas de oportunidades (D’El Rey, 2001).

A pessoa teme agir de um modo ou mostrar sintomas de ansiedade que lhe sejam humilhantes e embaraçosos, com isto a exposição à situação social temida provoca uma resposta de ansiedade intensa, que pode chegar a um ataque de pânico.

A pessoa geralmente evita estas situações ou as suporta com intenso sofrimento.

Assim, a fobia social apresenta significativa interferência nas rotinas de trabalho, acadêmicas e sociais e/ou sofrimento acentuado por ter a patologia.

O medo social na grande maioria das vezes está associado às situações de desempenho, como falar em público, as interações sociais do dia-a-dia, como ir a uma festa, cumprimentar as pessoas e também a entrevista de emprego, entre outras situações.

As pessoas diagnosticadas como fóbicas sociais apresentam uma hipersensibilidade a criticas, mantêm uma avaliação negativa a respeito de si mesma, sentimentos de inferioridade, e apresentam grande dificuldade em serem assertivas.

Deficiências nas habilidades sociais podem levar uma pessoa a se comportar de uma forma inadequada em um meio social e isto deixá-la em uma situação embaraçosa, por exemplo.

A falta de habilidade social pode levar o indivíduo a evitar situações sociais onde ela (habilidade) possa ser essencial para um comportamento adequado e efetivo.

Para Ellis (1962), as crenças irracionais são o centro dos transtornos neuróticos. Esse autor teorizou que a ansiedade social poderia ser explicada pelas crenças irracionais que a pessoa tem - por exemplo, a crença de que temos sempre que causar uma boa impressão para sermos aceitos pelas pessoas.

Outro tipo de crença irracional é a de que temos sempre que ter um desempenho perfeito em determinada situação para mostrarmos o nosso valor como pessoa.

Como conseqüência, as pessoas que mantêm estes tipos de crença tendem a se cobrar demais, querendo sempre ter um desempenho perfeito, sem erros, chegando a uma tentativa extrema de perfeição. Este alto grau de exigência leva a um alto nível de ansiedade na execução do comportamento e de frustração quando algo não sai como planejado pelo indivíduo.

Beck, Emery e Greenberg (1985) teorizaram que existe uma vulnerabilidade cognitiva nos pacientes com fobia social, ou seja, estes pacientes tendem a interpretar de forma errônea as situações sociais e seu próprio desempenho.

Estas pessoas formam cognições de que as situações sociais são perigosas e que a única maneira de prevenir resultados negativos é evitá-las. Conseqüentemente tendem a antecipar uma possível humilhação e embaraço, e devido a isto evitam as situações sociais ou de desempenho; e quando não conseguem evitá-las sofrem em demasia antes e durante a situação.




TRATAMENTO DA FOBIA SOCIAL

Atualmente os pesquisadores e clínicos têm focalizado sua atenção sobre o tratamento com a terapia cognitivo-comportamental e a farmacoterapia na fobia social (Liebowitz, 1999).

Os inibidores seletivos de recaptação de serotonina vêm constituindo-se como uma das principais intervenções farmacológicas na fobia social (Schneider, 1995).

Em relação à terapia cognitivo-comportamental da fobia social, as principais técnicas que vêm sendo pesquisadas são a exposição, reestruturação cognitiva, técnicas de relaxamento e treino de habilidades
sociais.

- Exposição
Exposição requer que o paciente imagine (exposição na imaginação) ou confronte realmente
(exposição ao vivo) os estímulos temidos.
O primeiro passo é construir junto com o paciente uma lista das situações temidas, do item que causa menos ansiedade ao que causa mais ansiedade e desconforto.
Classificá-las no grau de dificuldade e expor o paciente , primeiramente as mais fáceis.

-Reestruturação cognitiva
Os pacientes com fobia social são ensinados a identificar estes pensamentos, fazer o teste da realidade
e corrigir os conteúdos distorcidos e as crenças disfuncionais subjacentes.
Esta reavaliação e correção das cognições distorcidas permitem ao paciente perceber que na grande maioria das vezes estava hipervalorizando negativamente uma situação e desvalorizando sua capacidade de enfrentamento da mesma situação.

Kelliny Dório


13/11/2015

 

 
     
     
 


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