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Castigo ou Consequência : Como lidar com os erros dos filhos?
 

Para uma boa disciplina e educação os pais devem ter bem claro os conceitos de castigo e consequência.

Castigo: Pena, correção severa; punição.

Temos castigos físicos (bater), verbais (ridicularizar a criança, xingar, gritar, humilhar), isolar em cantinho ou quartinho ‘do pensamento’ e outros.

Essas ações visam modificar o comportamento da criança fazendo com que a criança se comporte exatamente como queremos.

O castigo é mesmo a forma mais efetiva de resolver a questão? A criança entendeu o que ela fez de errado? Os pais verbalizaram isso? A criança também teve a chance de verbalizar o que sentiu naquele instante? E então a família reviu os combinados e as regras diárias?
Se o comportamento da criança muda devido aos castigos, é provável que seja por medo dos mesmos, e não por um aprendizado real. Com isso o castigo pode não trazer um ensinamento concreto.

“Os castigos, por não conter significado algum (além da mera ideia de punição), não tem o poder de transformar consciências, autonomia para agir ou deixar de agir, justamente porque não é elucidativo. Simplesmente não ensina nada, além de fazer conter, parar”.

Consequências: ações diretamente relacionadas com o ato

A consequência é decorrência lógica. Estabelece uma conexão entre o comportamento inadequado e seu resultado.

Quando usamos consequência, ensinamos a criança a lidar com as consequências dos seus atos, conforme sua maturidade de entender e de agir.

Exemplos:
a) Derrubou comida ou suco no chão? Tem que limpar, mas no início você (mãe ou pai) ajuda a limpar, e com tempo e maturidade eles o fazem sozinhos.
b) Não fez lição de casa dentro de um combinado? Vai fazer então e não assistir a TV.
c) Quebrou algo? Ajude a consertar.
d) Brigou com o irmão? Vai se desculpar.
e) Foi mal na escola, porque não estudou, não quis aproveitar o seu tempo? Ficará em casa sem aquela atividade (videogame, casa de amigos) ou passeio desejado, para poder fazer aquilo de que está precisando (estudar)

Esse diálogo é mais apropriado, pois assim o filho não tem a ideia de que estudar, limpar, respeitar e outros são castigo.

Como a consequência trará um desagrado e o filho perceberá que ele está nessa situação exclusivamente por conta do seu comportamento inadequado, ele tende a modificar tal comportamento.


19/11/2015

 

 
     
     
 


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